quarta-feira, 5 de junho de 2019

Mortes em decorrência de agrotóxicos no Brasil nos últimos anos

   Pesquisa realizada pelo MST, indica que nos últimos anos o número de óbitos decorrente da intoxicação por substâncias presentes em agrotóxicos, cresceu consideravelmente.
   Segundo Nívia Regina da Silva, da Direção Nacional do MST, “os impactos dos agrotóxicos no Brasil são amplos e englobam diversos grupos sociais: trabalhadores das fábricas de agrotóxicos e moradores do entorno, trabalhadores do agronegócio, camponeses (que utilizam ou que recebem resíduos de agrotóxicos dos vizinhos), populações camponesas que vivem ao redor das grandes plantações, populações tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos) e os consumidores em geral”.
   Mas o óbito não é a única consequência do contato com essas substâncias, as populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas e camponesas são constantemente expostas ao risco de desenvolverem doenças respiratórias, suicídio em função de depressões agravadas, câncer e dificuldade de aprendizagem.


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  "O dossiê realizado pela Abrasco, com dados do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, revela que 2.052 óbitos por intoxicação por agrotóxico foram registrados no Brasil entre 2000 e 2009. Com destaque para a região nordeste, que respondeu a 41,8% dos óbitos. O relatório ainda ressalta as falhas no sistema de registro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, se estima que para cada notificado, outros 50 não o foram, ou seja, cerca de 300 mil casos podem ter permanecido ocultos." (FERNANDES, Leonardo)
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