terça-feira, 18 de junho de 2019

Agrotóxico mata

As comunidades tradicionais da Amazônia, os ribeirinhos, tem seu sustento direto através dos recursos naturais que floresta oferece, isso ocorre devido ao semi-isolamento em que eles se encontraram. Devido as circunstâncias de suas realidades, a população ribeirinha tem um papel fundamental na manutenção e preservação das áreas que estão inseridas, consequentemente, sofrem diretamente os impactos ambientais, como a contaminação do solo e da água.


 Estima-se que no Brasil nos últimos anos mais de 2000 pessoas tenham morrido em decorrência de agrotóxicos, o Movimento dos trabalhadores sem terra (MST), apresenta uma reportagem detalhada sobre os números citados acima e explica que muitas vezes a morte é só um dos sérios problemas:
Mas a morte não é a única consequência do envenenamento generalizado, provocado pelo uso de agrotóxicos na produção de alimentos. Os impactos sobre a saúde pública são muitos e prolongados.
“Costumamos pensar na morte por envenenamento, porque os números indicam grande volume de casos. Mas a morte nem sempre é o pior. Imagine os casos de crianças que nascem com deficiência, de adultos com câncer, ou mesmo de uma única pessoa, em estado terminal, morrendo como um peixe, por insuficiência respiratória causada por danos nos pulmões. É difícil calcular o sofrimento de todos que acompanham uma situação dessas”, afirma o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo. (MST, 2017).

Para aprofundamento: <http://www.mst.org.br/2017/04/27/mais-de-duas-mil-pessoas-morreram-por-uso-de-agrotoxicos-no-brasil-nos-ultimos-anos.html>.
Devido a exposição e o alto índice de trabalhadores contaminados por agrotóxicos, queremos dar uma atenção maior para as crianças que estão presentes nesses ambientes, que são diretamente afetadas já que os ambientes são determinados pelo uso dessas substâncias.
O instituto da saúde da universidade federal do mato grosso do Sul, fez um estudo sobre a contaminação do leite materno em decorrência do uso de agrotóxicos “Agrotóxicos em leite humano de mães residentes em Lucas do Rio Verde – MT”
              Esse estudo é importante pois, analisa geograficamente o leite materno, evidenciando que nas zonas rurais o índice é maior, mas que existe contaminação nos centros das cidades, demonstrando que apesar do campo apresentar altos índices de contaminação, esse debate não deve ser restrito.

Link para aprofundamento: <https://www.ufmt.br/ppgsc/arquivos/857ae0a5ab2be9135cd279c8ad4d4e61.pdf>

Abaixo será apresentado índices de contaminação de alguns produtos:



Cidades com o maior índice de contaminação de agrotóxicos na água:

Tabela de prognóstico clínico dos casos de intoxicação por agrotóxico de uso agrícola:



Com isso, queremos demonstrar e levantar o debate sobre a importância de se produzir alimentos, sem o uso de substâncias que intoxica os seres humanos, e destroem seu meio ambiente. É necessário questionar a ideia de desenvolvimento que está sendo formulado e naturalizada em nossa sociedade, que entende o consumido como algo inerente ao ser humano, e que a política econômica é pautada na destruição para acumulação do capital. Precisa-se pensar em alternativas ao que vivemos, para além do capitalismo existem apenas possiblidades, mas são elas que nos darão a chance de continuar existindo.











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