quarta-feira, 26 de junho de 2019

Um símbolo da luta contra os agrotóxicos

Morre Fabián Tomasi, símbolo da luta contra os agrotóxicos
Fábian Tomasi foi um grande ícone das lutas contra os agrotóxicos. Morreu em decorrência de uma polineuropatia tóxica severa aos 53 anos de idade, Fábio contraiu a doença após trabalhar por anos com aviação agrícola, pulverizando pesticidas em plantações na Argentina.
Ele ficou doente há cerca de uma década, e sentiu no próprio corpo os efeitos das substancias utilizadas na agricultura e acabou desenvolvendo o distúrbio neurológico.
O aviador decidiu passar os últimos anos de sua vida denunciando os perigos do uso de agrotóxicos, inclusive se deixando fotografar. Em uma de suas últimas entrevistas, meses atrás, alertou a respeito do glifosato, usado para eliminar plantas chamadas de “daninhas”.
Evidências do efeito cancerígeno do glifosato têm aparecido em processos judiciais. Por conta de seus herbicidas contendo esse veneno, a Monsanto carrega nas costas mais de oito mil processos atualmente, só nos Estados Unidos, e esse número tende a aumentar. No mês passado, a gigante do agronegócio foi condenada a pagar o equivalente a R$ 1,1 bilhão ao jardineiro Dewayne Johnson, que declarou ter contraído câncer após usar os agrotóxicos “Round Up” e “Ranger Pro” da empresa.
Todavia, outro caminho é possível, bastando apenas que haja pressão da sociedade e vontade política. Com uma distribuição responsável e com uma transição adequada, a produção agroecológica é capaz de alimentar todo o planeta. No Brasil, por exemplo, está em análise a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA) – PL 6.670/2016, um antídoto contra o Pacote do Veneno. A PNaRA representa a esperança de uma agricultura sustentável e justa, que garanta a saúde e a segurança alimentar da população brasileira.

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