As
comunidades tradicionais da Amazônia, os ribeirinhos, tem seu sustento direto
através dos recursos naturais que floresta oferece, isso ocorre devido ao
semi-isolamento em que eles se encontraram. Devido as circunstâncias de suas
realidades, a população ribeirinha tem um papel fundamental na manutenção e
preservação das áreas que estão inseridas, consequentemente, sofrem diretamente
os impactos ambientais, como a contaminação do solo e da água.
Estima-se que no Brasil nos últimos anos mais
de 2000 pessoas tenham morrido em decorrência de agrotóxicos, o Movimento dos
trabalhadores sem terra (MST), apresenta uma reportagem detalhada sobre os
números citados acima e explica que muitas vezes a morte é só um dos sérios
problemas:
Mas a morte não é a única consequência do
envenenamento generalizado, provocado pelo uso de agrotóxicos na produção de
alimentos. Os impactos sobre a saúde pública são muitos e prolongados.
“Costumamos pensar na morte por envenenamento, porque os números indicam grande
volume de casos. Mas a morte nem sempre é o pior. Imagine os casos de crianças
que nascem com deficiência, de adultos com câncer, ou mesmo de uma única
pessoa, em estado terminal, morrendo como um peixe, por insuficiência
respiratória causada por danos nos pulmões. É difícil calcular o sofrimento de
todos que acompanham uma situação dessas”, afirma o engenheiro agrônomo
Leonardo Melgarejo. (MST, 2017).
Para
aprofundamento: <http://www.mst.org.br/2017/04/27/mais-de-duas-mil-pessoas-morreram-por-uso-de-agrotoxicos-no-brasil-nos-ultimos-anos.html>.
Devido
a exposição e o alto índice de trabalhadores contaminados por agrotóxicos,
queremos dar uma atenção maior para as crianças que estão presentes nesses
ambientes, que são diretamente afetadas já que os ambientes são determinados
pelo uso dessas substâncias.
O
instituto da saúde da universidade federal do mato grosso do Sul, fez um estudo
sobre a contaminação do leite materno em decorrência do uso de agrotóxicos “Agrotóxicos em leite
humano de mães residentes em Lucas do Rio Verde – MT”
Esse estudo é importante pois, analisa
geograficamente o leite materno, evidenciando que nas zonas rurais o índice é
maior, mas que existe contaminação nos centros das cidades, demonstrando que
apesar do campo apresentar altos índices de contaminação, esse debate não deve
ser restrito.
Link para
aprofundamento: <https://www.ufmt.br/ppgsc/arquivos/857ae0a5ab2be9135cd279c8ad4d4e61.pdf>
Abaixo será apresentado
índices de contaminação de alguns produtos:
Cidades com o maior
índice de contaminação de agrotóxicos na água:
Tabela
de prognóstico clínico dos casos de intoxicação por agrotóxico de uso agrícola:
Com
isso, queremos demonstrar e levantar o debate sobre a importância de se
produzir alimentos, sem o uso de substâncias que intoxica os seres humanos, e
destroem seu meio ambiente. É necessário questionar a ideia de desenvolvimento
que está sendo formulado e naturalizada em nossa sociedade, que entende o
consumido como algo inerente ao ser humano, e que a política econômica é
pautada na destruição para acumulação do capital. Precisa-se pensar em alternativas
ao que vivemos, para além do capitalismo existem apenas possiblidades, mas são
elas que nos darão a chance de continuar existindo.