quarta-feira, 26 de junho de 2019

BOLSONARO LIBEROU


No último dia 25 de junho, o então presidente Jair Messias Bolsonaro, autorizou o uso de mais 42 agrotóxicos 
"O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) liberou o uso no Brasil de 42 novos agrotóxicos, segundo publicado pelo Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (24). No ano, já são 239 produtos liberados para uso nas lavouras do país, um crescimento de 24% em relação ano passado, quando foi registrado o então recorde de 193 novas licenças. Para especialistas, é necessário observar quem ganha com essa “avalanche de liberações”.


Essa mudança não afeta apenas os trabalhadores rurais, mais toda uma sociedade, pois estamos consumindo cada vez mais veneno! comer esta cada vez mais perigoso. O Brasil esta se tornando o deposito de rejeitos da Europa.

Um símbolo da luta contra os agrotóxicos

Morre Fabián Tomasi, símbolo da luta contra os agrotóxicos
Fábian Tomasi foi um grande ícone das lutas contra os agrotóxicos. Morreu em decorrência de uma polineuropatia tóxica severa aos 53 anos de idade, Fábio contraiu a doença após trabalhar por anos com aviação agrícola, pulverizando pesticidas em plantações na Argentina.
Ele ficou doente há cerca de uma década, e sentiu no próprio corpo os efeitos das substancias utilizadas na agricultura e acabou desenvolvendo o distúrbio neurológico.
O aviador decidiu passar os últimos anos de sua vida denunciando os perigos do uso de agrotóxicos, inclusive se deixando fotografar. Em uma de suas últimas entrevistas, meses atrás, alertou a respeito do glifosato, usado para eliminar plantas chamadas de “daninhas”.
Evidências do efeito cancerígeno do glifosato têm aparecido em processos judiciais. Por conta de seus herbicidas contendo esse veneno, a Monsanto carrega nas costas mais de oito mil processos atualmente, só nos Estados Unidos, e esse número tende a aumentar. No mês passado, a gigante do agronegócio foi condenada a pagar o equivalente a R$ 1,1 bilhão ao jardineiro Dewayne Johnson, que declarou ter contraído câncer após usar os agrotóxicos “Round Up” e “Ranger Pro” da empresa.
Todavia, outro caminho é possível, bastando apenas que haja pressão da sociedade e vontade política. Com uma distribuição responsável e com uma transição adequada, a produção agroecológica é capaz de alimentar todo o planeta. No Brasil, por exemplo, está em análise a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA) – PL 6.670/2016, um antídoto contra o Pacote do Veneno. A PNaRA representa a esperança de uma agricultura sustentável e justa, que garanta a saúde e a segurança alimentar da população brasileira.

Resultado de imagem para fabian tomassi

terça-feira, 18 de junho de 2019

Agrotóxico mata

As comunidades tradicionais da Amazônia, os ribeirinhos, tem seu sustento direto através dos recursos naturais que floresta oferece, isso ocorre devido ao semi-isolamento em que eles se encontraram. Devido as circunstâncias de suas realidades, a população ribeirinha tem um papel fundamental na manutenção e preservação das áreas que estão inseridas, consequentemente, sofrem diretamente os impactos ambientais, como a contaminação do solo e da água.


 Estima-se que no Brasil nos últimos anos mais de 2000 pessoas tenham morrido em decorrência de agrotóxicos, o Movimento dos trabalhadores sem terra (MST), apresenta uma reportagem detalhada sobre os números citados acima e explica que muitas vezes a morte é só um dos sérios problemas:
Mas a morte não é a única consequência do envenenamento generalizado, provocado pelo uso de agrotóxicos na produção de alimentos. Os impactos sobre a saúde pública são muitos e prolongados.
“Costumamos pensar na morte por envenenamento, porque os números indicam grande volume de casos. Mas a morte nem sempre é o pior. Imagine os casos de crianças que nascem com deficiência, de adultos com câncer, ou mesmo de uma única pessoa, em estado terminal, morrendo como um peixe, por insuficiência respiratória causada por danos nos pulmões. É difícil calcular o sofrimento de todos que acompanham uma situação dessas”, afirma o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo. (MST, 2017).

Para aprofundamento: <http://www.mst.org.br/2017/04/27/mais-de-duas-mil-pessoas-morreram-por-uso-de-agrotoxicos-no-brasil-nos-ultimos-anos.html>.
Devido a exposição e o alto índice de trabalhadores contaminados por agrotóxicos, queremos dar uma atenção maior para as crianças que estão presentes nesses ambientes, que são diretamente afetadas já que os ambientes são determinados pelo uso dessas substâncias.
O instituto da saúde da universidade federal do mato grosso do Sul, fez um estudo sobre a contaminação do leite materno em decorrência do uso de agrotóxicos “Agrotóxicos em leite humano de mães residentes em Lucas do Rio Verde – MT”
              Esse estudo é importante pois, analisa geograficamente o leite materno, evidenciando que nas zonas rurais o índice é maior, mas que existe contaminação nos centros das cidades, demonstrando que apesar do campo apresentar altos índices de contaminação, esse debate não deve ser restrito.

Link para aprofundamento: <https://www.ufmt.br/ppgsc/arquivos/857ae0a5ab2be9135cd279c8ad4d4e61.pdf>

Abaixo será apresentado índices de contaminação de alguns produtos:



Cidades com o maior índice de contaminação de agrotóxicos na água:

Tabela de prognóstico clínico dos casos de intoxicação por agrotóxico de uso agrícola:



Com isso, queremos demonstrar e levantar o debate sobre a importância de se produzir alimentos, sem o uso de substâncias que intoxica os seres humanos, e destroem seu meio ambiente. É necessário questionar a ideia de desenvolvimento que está sendo formulado e naturalizada em nossa sociedade, que entende o consumido como algo inerente ao ser humano, e que a política econômica é pautada na destruição para acumulação do capital. Precisa-se pensar em alternativas ao que vivemos, para além do capitalismo existem apenas possiblidades, mas são elas que nos darão a chance de continuar existindo.











quarta-feira, 5 de junho de 2019

Para além da saúde humana, o meio ambiente também está em jogo

      Assim como o esgoto, os agrotóxicos também podem contaminar as águas, nesse caso, rios e lagos podem entrar em contato com a substância por razões intencionais e pelo escoamento superficial de locais onde o lançamento foi realizado.
      Nos casos mais graves de impacto dos agrotóxicos na água, é causado a morte de espécies marinhas influenciando toda a comunidade aquática. Porém, o homem também pode sofrer com a contaminação de agrotóxicos através da água, ao consumir um peixe que viveu em uma área atingida pela substância, o homem pode sofrer lesões graves e até mesmo ser levado a morte por doenças desenvolvidas nos rins, sistema nervoso e etc.
Resultado de imagem para contaminaçao da agua por agrotoxicos tabela

Mortes em decorrência de agrotóxicos no Brasil nos últimos anos

   Pesquisa realizada pelo MST, indica que nos últimos anos o número de óbitos decorrente da intoxicação por substâncias presentes em agrotóxicos, cresceu consideravelmente.
   Segundo Nívia Regina da Silva, da Direção Nacional do MST, “os impactos dos agrotóxicos no Brasil são amplos e englobam diversos grupos sociais: trabalhadores das fábricas de agrotóxicos e moradores do entorno, trabalhadores do agronegócio, camponeses (que utilizam ou que recebem resíduos de agrotóxicos dos vizinhos), populações camponesas que vivem ao redor das grandes plantações, populações tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos) e os consumidores em geral”.
   Mas o óbito não é a única consequência do contato com essas substâncias, as populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas e camponesas são constantemente expostas ao risco de desenvolverem doenças respiratórias, suicídio em função de depressões agravadas, câncer e dificuldade de aprendizagem.


 Resultado de imagem para charge sobre agrotoxicos  

  "O dossiê realizado pela Abrasco, com dados do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, revela que 2.052 óbitos por intoxicação por agrotóxico foram registrados no Brasil entre 2000 e 2009. Com destaque para a região nordeste, que respondeu a 41,8% dos óbitos. O relatório ainda ressalta as falhas no sistema de registro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, se estima que para cada notificado, outros 50 não o foram, ou seja, cerca de 300 mil casos podem ter permanecido ocultos." (FERNANDES, Leonardo)
Resultado de imagem para charge sobre agrotoxicos



quarta-feira, 29 de maio de 2019

AULAS DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Por que a educação ambiental é um ação para o presente?

      No dia 20 de março iniciou a disciplina de pesquisas e práticas pedagógicas com a temática voltada para educação ambiental. A intenção foi construir e despertar, em nós estudantes, as discussões e indagações em torno do meio ambiente e o nosso dia a dia.


     Para desenvolver e sintetizar o que vivenciamos ao longo desse semestre, apresentamos um vídeo do Alberto Costa, autor do livro "Bem viver", que apresenta uma nova ideia de civilização, que não destrói nosso meio ambiente, e  pensa em uma sociedade sustentável, alegando que nós seres humanos não temos mais direitos que a natureza, pois vivemos um processo de relação de dependência, em que destruir a natureza, significa destruir a si mesmo
      Com isso na aula do dia 27 de março, foi proposto a nós que trouxéssemos noticias recentes sobre o Brasil e sua situação ambiental, para construirmos um mural reflexivo; acompanhado dessa proposta assistimos o documentário "o veneno está na mesa", para entendermos o quão próximos de nós os impactos ambientais estão!
 

    Após o documentário, iniciamos uma roda de conversa para dividirmos as nossas impressões e concluímos que repensar a alimentação e poder escolher de que lugar comer, é uma posição política frente as industrias alimentícias que produzem alimentos cancerígenos.


   Na aula do dia 03 de Abril foi proposto pelos professores que apresentássemos um projeto de educação ambiental nas escolas. Formulamos um cartaz baseado no projeto da escola de idiomas Yázigi, que consiste no mapeamento da poluição do ar da cidade de Indaiatuba, para a coleta dos dados foram utilizadas bandeiras brancas que deveriam ser expostas ao ar livre nas residencias dos alunos, para "captarem" a poluição.


  No dia 10 de Abril tivemos a palestra "agrotóxicos: diversidade em risco" e isso foi importante para trilhar caminhos que consolidam ações visando a construção de práticas diárias relacionada a uma nova consciência ambiental, apresentando o grupo de agricultores regional, que produzem alimentos saudável de forma acessível.
  O conjunto de todas as discussões, leituras e documentários apresentados na disciplina, proporcionaram reflexões a cerca da educação ambiental e a sua profundidade dentro de nossas vidas  e alternativas de abordar essas questões dentro de uma escola.